Delegado fala sobre crimes de informática
O programa Repórter da Cidade recebeu nesta sexta-feira (22) o delegado Fernando de Faveri. O assunto abordado foi o crescente número de crimes de informática. Segundo Fernando, existem dois tipos de crimes, sendo um que não está previsto na constituição, que é o caso dos rackers que entram em sistemas e pegam as senhas. Porém, não realizam furtos de dinheiro ou de dados, por exemplo. O outro caso é o de calunia e difamação, que ai sim está prevista em lei a punição do acusado.
De acordo com o delegado, os casos mais comuns, não só em Brusque, são os que após o término de um relacionamento amoroso, fotos intimas, geralmente da mulher, são expostas em sites de relacionamentos, como o Orkut. Neste caso, como a vitima já desconfia do autor, o caso não demora a ser solucionado. Porém, a pena não chega a ser de regime fechado.
Para o delegado, o que provoca a demora na solução de alguns casos é a morosidade dos provedores em fornecer o endereço (IP) do investigado.
Fernando de Faveri, que está em Brusque desde dezembro de 2008, afirmou não ter vontade de sair da cidade. Ele falou também sobre o trabalho na Delegacia de Polícia Civi, onde demonstra uma verdadeira paixão pelo que faz. O baixo efetivo policial na Comarca faz com que sobrecarregue as tarefas do delegado e dos investigadores. Com isso, alguns casos demoram mais para serem solucionados.
Segundo ele, para dar conta da demanda de trabalho na DP de Brusque, que já passou de 90 mil habitantes, seriam necessários quatro delegados e oito investigadores.


